O governador deixou explícito que os descontentes que insistirem no racha serão tratados como adversários, com a consequente perda de todos os espaços na máquina
O governador Cláudio Castro decidiu jogar duro para consolidar a candidatura de Nicola Miccione ao mandato-tampão que deverá ser definido em eleição indireta na Alerj. Uma tentativa de rebelião na base aliada, nesta semana, foi rapidamente sufocada e expôs a disposição do chefe do Executivo de não tolerar dissidências.
Em ao menos duas conversas reservadas, Castro riscou o chão. Num telefonema com um pretenso candidato, que resolveu procurá-lo para comunicar a decisão de também disputar, foi direto ao ponto. Após relembrar o apoio dado ao político nos últimos anos, advertiu: “Faça o que a sua consciência mandar mas saiba que se continuar nesta posição estará rompido comigo “. A mensagem deixou claro que o projeto de sua sucessão tem comando e que o governador é o fiador absoluto da candidatura de Nicola.
O movimento dissidente perdeu fôlego diante do endurecimento do discurso. Castro deixou explícito que os descontentes que insistirem no racha serão tratados como adversários, com a consequente perda de todos os espaços na gestão estadual.
O episódio marcou uma inflexão no estilo do governador. Conhecido pelo perfil conciliador, Castro assumiu de forma aberta a liderança do processo e mostrou que está disposto a ir até o fim. Chegou a mencionar a possibilidade de permanecer no cargo até o término do mandato — cenário que deixaria eventuais rebeldes completamente alijados da máquina.
A movimentação envolveu lideranças partidárias nacionais, chamadas a intervir caso a insurreição prosperasse no Rio. Debelada a tentativa de desestabilização, o movimento acabou reforçando a percepção de firmeza de Cláudio Castro no patrocínio do projeto.
“Nicola no governo significa a conclusão, em 31 de dezembro, do mandato que me foi delegado nas urnas pelos eleitores fluminenses em 2022”, tem repetido o governador a interlocutores próximos ao justificar a escolha.
A estratégia vinha sendo construída de forma silenciosa. Em novembro passado, sem alarde, Castro providenciou a filiação de Nicola Miccione ao PL, após consultar o senador Flávio Bolsonaro, que não se opôs à entrada do atual secretário de Governo na sigla. A iniciativa se tornou pública na semana passada, quando a ficha foi abonada pelo governador e pelo presidente regional do partido, deputado Altineu Côrtes.
A filiação teve caráter estritamente protocolar. Trata-se de cumprir a exigência legal para viabilizar a candidatura nas eleições indiretas. Sem ambições eleitorais, Nicola deve se desfiliar do partido imediatamente após ser eleito para o mandato-tampão, afastando qualquer especulação sobre uma eventual candidatura à reeleição em outubro.
Castro admite discutir outros nomes para o cargo, desde que sejam de sua confiança e demonstrem competitividade para a eleição de outubro. O crivo inclui pesquisas qualitativas, avaliação de desempenho em entrevistas aprofundadas e análise de imagem conduzida por especialistas. Não basta, contudo, apenas o desejo de ser candidato.
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