PIS/Pasep 2026: consulta do abono abre para 25 milhões hoje; saiba como fazer

 



A partir desta quinta-feira, trabalhadores podem consultar se têm direito ao abono salarial do PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024. A verificação é feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br.


Ao todo, cerca de 25,4 milhões de pessoas devem receber o benefício, que soma R$ 32,3 bilhões. O prazo para saque vai até o fim do calendário bancário de 2026.


Na plataforma oficial, é possível conferir o valor a receber, o banco responsável pelo pagamento e a data exata do depósito.


Primeiro lote e valores


O primeiro lote será liberado no dia 15 de fevereiro, com R$ 2,5 bilhões destinados a trabalhadores nascidos em janeiro. Nesta etapa, 1,8 milhão de pessoas da iniciativa privada, inscritas no PIS, receberão pela Caixa Econômica Federal, totalizando R$ 2,29 bilhões.


Também serão contemplados 217,2 mil servidores públicos vinculados ao Pasep. Para esse grupo, o pagamento de R$ 301,9 milhões será feito pelo Banco do Brasil.


O valor do abono em 2026 varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados em 2024. Recebe o teto quem trabalhou de janeiro a dezembro.


Novas regras e transição


A partir deste ano, tem direito ao abono quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, em 2024, e recebeu até R$ 2.765,92 por mês. Antes, o limite era de dois salários mínimos.


A mudança faz parte de uma PEC do pacote fiscal aprovado no fim de 2024. O valor de referência passa a ser atualizado pela inflação até alcançar o equivalente a 1,5 salário mínimo, em uma regra de transição.


Como o salário mínimo tende a crescer acima da inflação, o governo projeta que a transição se conclua por volta de 2035, quando o benefício ficará restrito a quem ganha até um salário e meio.


Calendário de pagamentos do PIS/Pasep 2026


Janeiro: 15 de fevereiro

Fevereiro: 15 de março

Março e abril: 15 de abril

Maio e junho: 15 de maio

Julho e agosto: 15 de junho

Setembro e outubro: 15 de julho

Novembro e dezembro: 15 de agosto


Os pagamentos seguem o mês de nascimento do trabalhador ou servidor. Quem não sacar na data de liberação pode retirar até o último dia do calendário bancário de 2026; depois disso, o valor retorna aos cofres públicos e o resgate deixa de ser automático.


Quem tem e quem não tem direito


Têm direito ao abono quem: está cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; recebeu até R$ 2.765,92 de remuneração média mensal no período; trabalhou ao menos 30 dias em 2024; e teve os dados informados corretamente pelo empregador no eSocial.


Não têm direito empregados domésticos e trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física.


Para consultar, o trabalhador pode usar a Carteira de Trabalho Digital ou os aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. No app da Carteira, basta entrar com CPF e senha do gov.br, tocar em “Benefícios” e depois em “Abono Salarial” para ver a habilitação.


Como calcular e como receber


O valor é proporcional ao tempo de serviço em 2024: usa-se o salário mínimo de 2026 (R$ 1.621), divide-se por 12 e multiplica-se pelos meses trabalhados. Assim, o benefício vai de cerca de R$ 136 até R$ 1.621.


Na Caixa, o pagamento é priorizado por crédito em conta (corrente, poupança ou Conta Digital) ou pelo Caixa Tem, em poupança social digital aberta automaticamente. Quem não é correntista pode sacar em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e outros canais.


No Banco do Brasil, o crédito ocorre preferencialmente em conta, com alternativas por TED, Pix ou atendimento presencial para não correntistas e quem não tem chave Pix.


Perdeu o prazo?


Após o fim do calendário de 2026, os valores não sacados vão para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ainda é possível recuperar o dinheiro mediante requerimento ao Ministério do Trabalho e Emprego.


A legislação garante até cinco anos para o resgate, contados do encerramento do calendário anual, conforme a Resolução 838 do Codefat, de 2019, mas o pedido passa a ser obrigatório quando o saque não ocorre no prazo regular.

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