Recursos do estado foram direcionados para operações financeiras consideradas de alto risco durante gestão do ex-governador; PF também cumpriu mandados em endereços ligados a Deivis Marcon Antunes, ex-chefe do Rioprevidência
Nesta terça-feira, agentes também voltaram a cumprir mandados em endereços ligados a Deivis, incluindo um imóvel em Botafogo, na Zona Sul do Rio.
Segundo os investigadores, as movimentações financeiras passaram a chamar atenção após indícios de operações consideradas incompatíveis com os critérios de segurança exigidos para recursos previdenciários.
Pressão cresce na Alerj
As investigações também provocaram reação política na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) anunciou ter conseguido as assinaturas necessárias para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os investimentos do estado no Banco Master.
A comissão ainda não foi instalada, mas o caso já mobiliza parlamentares da oposição e órgãos de controle.
Dados apresentados na Alerj indicam que o Rioprevidência aplicou R$ 970 milhões diretamente no Banco Master, além de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.
Segundo parlamentares, parte dessas operações teria ocorrido mesmo após alertas emitidos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a restringir novos aportes do fundo previdenciário no banco.
Além do Rioprevidência, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) também teria realizado investimentos de cerca de R$ 200 milhões no Banco Master, segundo informações apresentadas por deputados estaduais.
Diferença nos valores
Um dos pontos que passaram a chamar atenção nas investigações é a divergência entre os números apurados pelo Tribunal de Contas do Estado e os dados apresentados pela Polícia Federal.
Enquanto o TCE-RJ estimava cerca de R$ 1,6 bilhão em transferências do Rioprevidência para operações ligadas ao Banco Master, a PF afirma ter identificado novas aplicações que elevariam esse total para aproximadamente R$ 3 bilhões.
Segundo apuração do portal g1, os investigadores federais não incluíram, nessa conta, os investimentos realizados pela Cedae.
A descoberta de novos aportes ampliou a dimensão política e financeira do caso, especialmente por envolver recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais.
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