Rio concentra 71% dos incidentes com helicópteros registrados em todo o país, diz Sipaer

 

 

Crescimento da frota e do tráfego intensifica debate sobre fiscalização de pilotos, monitoramento do espaço aéreo e adoção de novas regras operacionais



Segundo Calazans, acidentes envolvendo colisões entre helicópteros são raros. No entanto, situações de aproximação perigosa entre aeronaves acontecem com frequência maior do que os registros oficiais sugerem.


Ele destaca que muitos desses episódios estão ligados ao descumprimento de protocolos básicos de comunicação, especialmente em áreas onde não há monitoramento permanente por controladores de tráfego aéreo.


Fiscalização limitada em áreas não controladas

Outro desafio apontado por especialistas está relacionado à dificuldade de fiscalizar infrações em espaços aéreos não controlados.


Enquanto em áreas monitoradas os controladores conseguem identificar desvios operacionais e possíveis irregularidades, em regiões onde a separação entre aeronaves depende exclusivamente dos pilotos a identificação de infrações torna-se mais complexa.


“O que acontece, às vezes, é uma denúncia de morador relatando que a aeronave passou muito próxima de uma residência, ou até de outro piloto que identificou uma manobra perigosa ou a falta de comunicação. Se não houver denúncia, em espaço aéreo não controlado, praticamente não há como fiscalizar. E isso é um problema”, diz.


Controle semelhante ao de São Paulo

Outra proposta em discussão envolve a ampliação da atuação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) em regiões de grande concentração de helicópteros.


A possibilidade de instalação de estruturas de controle semelhantes às existentes em São Paulo é vista por especialistas como uma alternativa para reduzir riscos e aumentar a segurança operacional.


Diretor técnico da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Raul Marinho considera que o tema merece análise por parte das autoridades aeronáuticas.


“Essa é uma possibilidade em razão da densidade do tráfego de helicópteros no Rio, que aumentou muito nos últimos anos. Cabe ao Decea avaliar se isso é conveniente e necessário, além de verificar se há recursos, pessoal e equipamentos disponíveis para a implantação do sistema”, conclui.

Postar um comentário

0 Comentários